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Em Brasília, Abinpet mostra a força da indústria de produtos e serviços para animais de estimaç

Em Brasília, Abinpet mostra a força da indústria de produtos e serviços para animais de estimação



Em encontro com parlamentares e líderes da indústria, entidade apresentou estatísticas do setor e as dificuldades que impedem seu pleno desenvolvimento



“Não falta infraestrutura, demanda ou iniciativa no mercado pet brasileiro”. Foi com esta afirmação que se iniciou o encontro com parlamentares, representantes de ministérios e líderes do setor pet em Brasília, no dia 12 de novembro. No evento, promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), as autoridades discutiram os rumos dessa indústria, que gera mais de um milhão de empregos e deve crescer, segundo projeções, 8,1% em faturamento, um salto de R$ 14,2 bilhões em 2012 para R$ 15,4 bilhões em 2013. O país é, hoje, o segundo maior do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Os números mostram que os brasileiros seguem um movimento mundial de valorização da relação com os animais de estimação, pois os benefícios são mútuos e, por isso, são feitos tantos investimentos nos pets. A cada ano, são produzidas no país dois milhões de toneladas de pet food, por um parque de cerca de 500 mil indústrias. “No entanto, ainda possuímos quatro gargalos: fiscal, regulatório, de inteligência de mercado e de governança da cadeia”, explica José Edson Galvão de França, presidente executivo da entidade. “Trabalhamos por um marco regulatório que incentive a competitividade de forma justa e equilibrada, pela redução da carga tributária do setor e pelo maior reconhecimento da indústria pet por parte do governo. Se esses gargalos não existissem, seríamos grandes exportadores”. A alta carga tributária do setor, que corresponde a cerca de 50% do preço final, impede seu crescimento. Uma simulação de redução de 30% traria um aumento de 12,2% no faturamento total. Ainda de acordo com a Abinpet, também há um grande potencial de comercialização de Pet Food inexplorado no mercado nacional. Segundo apuração deste ano, o consumo médio diário de alimento completo para cães e gatos é de 4,4 milhões de toneladas, e o abastecimento industrial de 2,3 milhões. Somente 42% da capacidade de produção brasileira é utilizada, contra os 58% ociosos. No evento na capital federal, além dos deputados federais Nelson Marquezelli, Luis Carlos Heinze, Antonio Roberto e Waldir Colatto, da bancada pet, também estiveram representantes dos ministérios da Agropecuária e Abastecimento (MAPA), das Relações Exteriores (MRE), do Desenvolvimento da Indústria e Comércio (MDIC), além de empresarios e entidades setoriais. Sobre a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação   A Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) representa a indústria Pet, com associados de toda a cadeia produtiva. A entidade congrega os segmentos Pet Food (alimento), Pet Vet (medicamentos veterinários), Pet Serv (serviços e cuidados com os animais), e Pet Care (equipamentos, acessórios e produtos para higiene e beleza). As informações da entidade são apuradas diretamente com os integrantes do setor, por meio do Painel Pet, banco de dados que existe desde 1980. Com essa ferramenta, é possível ter estatísticas e elaborar pesquisas complementares efetivas. A Abinpet promove e fortalece o setor Pet, por meio de ações que contribuam para o desenvolvimento dos associados. Além disso, a entidade busca ser referência internacional ao incentivar a conscientização do consumidor e o fortalecimento do setor por meio da sustentabilidade do mercado Pet no Brasil.